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	<title>Instantâneo &#187; Teatro</title>
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	<description>Só mais um blog do Tempo Festival</description>
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		<title>OI TEMPO NA PRAÇA: O TEMPO SUSPENSO DO BRECHA COLETIVO</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jun 2010 22:24:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tempo Festival</dc:creator>
				<category><![CDATA[Informativo]]></category>
		<category><![CDATA[Brecha Coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[Flash Mob]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma das atrações do Oi TEMPO na praça é a intervenção urbana que o grupo carioca Brecha Coletivo propõe na Praça General Osório. O TEMPO_FESTIVAL  entrevistou Patrick Sampaio, responsável pelo Flash Mob , composto por centenas de artistas, que será realizado em pleno sábado de Ipanema. 

TEMPO FESTIVAL: Os trabalhos do Brecha Coletivo se manifestam tanto no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das atrações do <strong>Oi TEMPO na praça</strong> é a intervenção urbana que o grupo carioca <strong>Brecha Coletivo </strong>propõe na <strong>Praça General Osório</strong>. O <strong>TEMPO_FESTIVAL</strong>  entrevistou <strong>Patrick Sampaio</strong>, responsável pelo <strong>Flash Mob</strong> , composto por centenas de artistas, que será realizado em pleno sábado de<strong> Ipanema</strong>. </p>
<p><object width="560" height="340"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/wMoXONuRShA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/wMoXONuRShA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999"></embed></object></p>
<p><strong>TEMPO FESTIVAL:</strong> Os trabalhos do Brecha Coletivo se manifestam tanto no <strong>Teatro</strong>, com espetáculos como <strong>Os Inocentes</strong> (que tem estréia marcada para 2 de julho) e o flash-mob, uma intervenção urbana que mobiliza centenas de pessoas.</p>
<p><strong>PATRICK SAMPAIO:</strong> Então, lógico que eu falo aqui da minha experiência no coletivo, mas acho que a gente se vê e se propõe a ser um coletivo aberto e também transdisciplinar. Esses projetos são desdobramentos de algo que começa antes de se entendermos qual o suporte&#8230; se é teatro, se é interferência urbana, se é uma série de t-shirts, se é um filme&#8230; e esses exemplos só servem por que são coisas que já fizemos, a tendência talvez seja a de que surjam outros campos de ação e a gente nem tenha uma disciplina que dê conta de todos eles. Por isso o trans ao invés do multidisciplinar.</p>
<p><strong>TEMPO FESTIVAL:</strong> Qual é a história do flash mob? Quando vocês começaram a fazê-lo? Como tomaram conhecimento?</p>
<p><strong>PATRICK SAMPAIO: </strong>É dificil precisar quando conhecemos, mas me parece que os flash mobs começaram a se popularizar com as ações do <strong><a href="http://improveverywhere.com/" target="_blank">ImprovEverywhere</a> </strong>- ao menos foi através deles que a gente teve contato mais fortemente com esse perfil de interferência na cidade. Na época, acho que início de 2008, o simples fato de dezenas de pessoas se mobilizarem fisicamente, espacialmente, pra convergirem numa mesma ação, já mexeu muito conosco, já justificava um olhar sobre os processos de engajamento que a coisa incluía. Acho que em junho ou julho de 2009 eu levei pro núcleo que treinava <strong><em>viewpoints</em></strong> no laboratório que a gente mantém a proposta de pesquisar esse tipo de ação com mais elaboração conceitual e política, não só com fins de entretenimento, e sobre isso poder ser uma espécie de frente de <strong>guerrilha subjetiva</strong>. Em novembro do mesmo ano a gente tava na <strong>Rio Branco</strong> fazendo o &#8220;<em>Slow Yourself Down</em>&#8220;.</p>
<p><strong>TEMPO FESTIVAL: </strong> Quais as diferenças, se é que existem, entre o teatro e o flash-mob?</p>
<p><strong>PATRICK SAMPAIO:</strong> Então, esses nomes, teatro, flash mob, são nomes-moldura, né, suportes pra gente conseguir aproximar o interlocutor do que está se tratando, mas a gente tem zonas de interseção. Lógico que deve haver propostas entendidas como teatro de rua que se assemelham ao que a gente tá fazendo nesse projeto, então é difícil determinar. Algo bem resumido que costumamos usar pra descrever o que estamos fazendo e que pode aproximar é &#8220;<strong>a aglomeração repentina de pessoas no espaço urbano para realização de breve ação coletiva previamente combinada seguida de dispersão</strong>&#8220;. Pra gente, o projeto tem mais algumas características que tem a ver com a ativação de outras paisagens e usos dos espaços públicos, uma forma de recuperar os espaços compartilhados da cidade como local de discussão e embate produtivo sobre o que é o devir da própria cidade, um estar ativo de forma afirmativa nos processos de transformação da urbe.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://tempofestival.com.br/instantaneo/files/2010/06/Flyer-Quarta-Praça.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-234" title="Flyer Quarta Praça" src="http://tempofestival.com.br/instantaneo/files/2010/06/Flyer-Quarta-Praça.jpg" alt="" width="403" height="476" /></a></p>
<p><strong>TEMPO FESTIVAL: </strong> O flash-mob trabalha com a imobilização, com o movimento suspenso, com a estátua-viva. Como vocês percebem o Tempo nestes trabalhos?</p>
<p><strong>PATRICK SAMPAIO:</strong> Eu tenho a impressão de que essas não são características fixas, são recursos. A gente no primeiro mob usou a desaceleração como ferramenta estética, justamente pra suspender a imagem e gerar o contraste com o entorno, que era no que se baseava toda a proposição. No segundo também o usamos o freezing pra suspensão, pra destacar a imagem que estávamos gerando com a simples ocupação daquele espaço. Mas também existem mobs que não trabalham com esses recursos, que me parecem comuns a todos que trabalham com criação efêmera, tempo e espaço.</p>
<p><strong>TEMPO FESTIVAL: </strong> Dentre as ideologias que norteiam o flash-mob, estão a &#8220;<strong><em>slow-life</em></strong>&#8221; e o <strong>TAZ</strong>. Fale um pouco pra gente delas.</p>
<p><strong>PATRICK SAMPAIO: </strong>O <em>slow life </em>é uma filosofia que inspirou o primeiro mob, e que defende a desacelaração como proposição política. A idéia é a de que das muitas transformações que a contemporaneidade sofreu, uma das mais danosas foi a aceleração gerada pela cultura de produtividade, resultando na insustentabilidade de diversos aspectos da vida. Isso afetaria desde o aquecimento global até o boom de patologias que há 30 anos nem tinham contexto pra existir.</p>
<p>As TAZ sim, inspiram todo o projeto. TAZ é uma abreviação pra zonas autônomas temporárias, e bem resumidamente, as TAZ propõe a existência no tempo, por um breve período, de territórios que não poderiam existir continuadamente no espaço, já que este encontra-se hoje completamente cartografado, legislado, limitado por acordos soberanos que não representam ou contemplam a todos e não poderiam dar conta do específico, dos pequenos núcleos, e muito menos das individualidades.</p>
<p><strong>TEMPO FESTIVAL:</strong>  Qual é a relação entre o video, como dispositivo artístico, e o flash-mob? De que maneira o vídeo que vocês colocam no youtube faz ressoar a intervenção?</p>
<p><strong>PATRICK SAMPAIO: </strong>O projeto tem realmente esses 2 pilares, e as experiências e processos de cada um são diferentes. A idéia de registro por exemplo, pode sugerir a idéia de captura de uma experiencia primordial, da verdade da intervenção, e isso não existe. A mídia, ou a interface do acontecimento, é a presença, o contato direto. Qualquer outra coisa é construção, é elaboração semiótica, ou seja é praticamente autônomo em relação ao que teria supostamente registrado. Os processos então são 2 processos que se atravessam mas que tem suas próprias lógicas. Como ampliador da ressonância e do alcance do projeto como um todo, os videos são muito importantes, e o <em><strong>youtube</strong></em> é uma entidade com toda uma vida própria, é uma das maiores sínteses do conceito de rizoma que eu conheço.</p>
<p><strong>TEMPO FESTIVAL:</strong>  Fale um pouco do que vocês estão pensando em fazer no Oi TEMPO na praça, no dia 05 de junho. Quais são as expectativas?</p>
<p><strong>PATRICK SAMPAIO: </strong>Como esse convite nos traz junto com <strong>OESTUDIO</strong> pra dentro de um contexto de arte, onde ações &#8220;performáticas&#8221; já são esperadas, estamos entendendo a ação mais como uma intervenção do que como um flash mob, o que nos permite uma zona de trânsito um pouco mais ampla, uma que não se baseie tanto no choque com o cotidiano, que é uma das balizas da nossa experiência de flashmobing. Nesse trabalho &#8211; que a gente batizou de &#8220;#&#8221; e que problematiza a cultura contemporânea, o tal século XXI &#8211; a gente tá construindo um híbrido de instalação audiovisual, intervenção e produção de subjetividade através de texto. Algumas referências são o projeto <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luther_Blissett" target="_blank">Luther Blisset</a></strong>, o <strong>devir deleuziano </strong>e <strong>contracultura</strong> como um todo.</p>
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